Falta de libido: causas em homens e mulheres e quando procurar ajuda
Por Instituto AG · 10 de setembro de 2026 · 4 min de leitura

O desejo sexual muda ao longo da vida, e oscilações são normais. A falta de libido passa a ser um problema quando persiste por meses e causa sofrimento para a pessoa ou para o relacionamento.
A boa notícia é que, na maioria das vezes, existe uma causa identificável e um caminho de tratamento.
Quando a falta de libido merece atenção
Vale buscar avaliação quando:
- a queda do desejo dura vários meses;
- ela incomoda você, e não só o parceiro ou a parceira;
- vem junto com outros sintomas, como cansaço, dor na relação, ondas de calor ou disfunção erétil;
- começou depois de um novo medicamento.
Causas comuns em homens e mulheres
- Estresse, cansaço e sono ruim.
- Depressão e ansiedade.
- Problemas no relacionamento, falta de tempo ou de intimidade.
- Medicamentos, como alguns antidepressivos, certos remédios para pressão, opioides e finasterida.
- Álcool e outras drogas.
- Doenças crônicas, como diabetes, hipotireoidismo e obesidade.
- Dor, de qualquer origem.
Causas hormonais em homens
- Testosterona baixa, uma das causas hormonais mais conhecidas. Veja os sinais em Testosterona baixa: sintomas e causas.
- Prolactina alta, que pode reduzir o desejo e a ereção.
- Uso atual ou anterior de anabolizantes, que pode suprimir a produção própria de testosterona.
Um ponto que confunde muita gente: remédios para ereção melhoram a ereção, mas não aumentam o desejo.
Causas em mulheres
- Perimenopausa e menopausa, com queda hormonal, secura vaginal e dor na relação. Mais detalhes em Sintomas da menopausa.
- Pós-parto e amamentação, fases com mudanças hormonais importantes e muito cansaço.
- Anticoncepcionais hormonais, que em algumas mulheres reduzem o desejo.
- Dor na relação, por qualquer causa, que faz o corpo associar sexo a desconforto.
Transtorno do desejo sexual hipoativo
Quando a falta de desejo é persistente, causa sofrimento e não é explicada por outra condição, os médicos podem chegar ao diagnóstico de transtorno do desejo sexual hipoativo. Ele tem critérios específicos e pede avaliação cuidadosa.
Como é o tratamento
O tratamento depende da causa. Ele pode incluir:
- Terapia sexual ou psicoterapia, individual ou de casal.
- Ajuste de medicamentos, sempre com o médico que os prescreveu.
- Tratamento da menopausa, inclusive com estrogênio vaginal para secura e dor. Veja Reposição hormonal feminina.
- Testosterona em mulheres: segundo o consenso internacional, a única indicação com evidência é o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres na pós-menopausa, com doses próprias para mulheres e acompanhamento.
- Reposição de testosterona em homens, quando a deficiência é confirmada. Veja Reposição hormonal masculina.
- Cuidado com sono, peso, álcool e atividade física.
Por que não se automedicar
Géis manipulados, implantes e anabolizantes comprados sem avaliação podem trazer efeitos colaterais importantes, como acne, queda de cabelo, alterações no sangue, infertilidade e, em mulheres, engrossamento da voz e aumento de pelos, que podem não ser reversíveis. Sem diagnóstico, também não dá para saber se o hormônio era mesmo o problema.
Perguntas frequentes
Falta de libido é sempre hormonal?
Não. Causas emocionais, de relacionamento, de sono e de medicamentos são muito frequentes. Por isso a avaliação precisa olhar o quadro completo.
O exame de testosterona mostra se a libido vai melhorar?
Em homens, ajuda a identificar deficiência. Em mulheres, o nível de testosterona no sangue não é usado para diagnosticar falta de desejo.
Anticoncepcional pode diminuir a libido?
Em algumas mulheres, sim. Se você notou essa relação, converse com seu ginecologista sobre alternativas.
Referências
- Davis SR, et al. Global Consensus Position Statement on the Use of Testosterone Therapy for Women. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2019.
- Bhasin S, et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2018.
- The 2022 Hormone Therapy Position Statement of The North American Menopause Society. Menopause, 2022.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Diagnóstico e tratamento devem ser feitos por profissional habilitado.


